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| Alguns Detrans já estão emitindo a ACC, mas poucas autoescolas disponibilizam o curso. |
A partir de hoje quem pilotar ciclomotores, como as “cinquentinhas”, sem habilitação estará cometendo infração gravíssima, com multa de R$ 574,62 e passível de apreensão do veículo. A regra vale para todo Brasil.
Quem for conduzir um veículo de duas ou
três rodas com até 50cc vai precisar ter a Carteira Nacional de
Habilitação (CNH) na categoria A, para motos, ou a chamada ACC (Autorização
para Conduzir Ciclomotores). “A CNH do tipo “A” permite pilotar qualquer tipo
de moto, de qualquer cilindrada, enquanto a ACC é restrita aos ciclomotores, ou
seja, modelos de até 50 cc”, explica Celso Alves Mariano, especialista em
trânsito e diretor do Portal.
Curso para tirar a ACC
Para quem vai tirar apenas a ACC, o
curso é menor. De acordo com a Resolução 572/15 do Contran, o curso teórico é
de 20 horas/aula e o prático de 10 horas/aula, com uma avaliação teórica
contendo 15 questões. O aluno deverá ter um aproveitamento mínimo de 60% para
aprovação. Já os exames práticos seguirão os mesmos requisitos daqueles
exigidos à categoria “A”.
Para o especialista a diferença na carga
horária entre os cursos é uma questão complicada. “Precisamos de condutores
melhor preparados dos que estamos formando. Já que a decisão do Contran é
exigir um curso para a condução das cinquentinhas, este curso deveria ser, pelo
mínimo, igual ao exigido para a Categoria A. Não há justificativa razoável
para uma carga horária menor. A única coisa menor, neste caso, é a potência do
motor. Os riscos de provocar ou sofrer um acidente são equivalentes”, explica.
Celso considera ainda que um curso como
o da ACC é desnecessário e deveria estar incorporado na Categoria A. “Se é
veículo automotor, como tal deve ser tratado. Então, exigir habilitação está
correto. Mas se permitimos, com mesma habilitação, pilotar uma 125 ou uma
1000 cilindradas, por que há de se exigir uma habilitação especial para as
de 50 cc? Mais razoável seria exigir cursos e habilitação específica no grupo
das altas potências. Na prática, a tendência será o candidato fazer as contas e
optar pelo curso para a Categoria A, a menos que não tenha perspectiva de
migrar da cinquentinha para motos mais potentes”, conclui.
Alguns Detrans já estão emitindo a ACC,
mas poucas autoescolas disponibilizam o curso.

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